Ao lado de nomes fundamentais como o Super Mama Djombo, o N’Kassa Cobra assumiu a linha de frente da renovação cultural impulsionada pelo ideário revolucionário do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).
Lançado em um dos períodos mais efervescentes da África Ocidental, o disco homônimo do grupo guineense N’Kassa Cobra sintetiza a euforia, as dores e a reconstrução de Guiné-Bissau após a conquista da independência, em 1974.
O álbum funde as matrizes percussivas tradicionais do país, como o gumbé, o tina e o tingo, a arranjos modernos calcados em guitarras elétricas, linhas de baixo sinuosas e fortes influências de afrobeat, funk e psicodelia.
Veja os demais discos da série “Discos africanos clássicos”
Um dos esteios do N’Kassa Cobra é Adriano Gomes Ferreira, conhecido como Atchutchi Ferreira, jornalista, radialista, compositor, letrista e político, que deu ao grupo letras com conteúdo social e políticas
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Essa fusão não apenas modernizou o cancioneiro local, mas também rompeu o isolamento imposto pelo colonialismo português, colocando o som de Bissau em diálogo direto com a vanguarda musical de toda a África Ocidental.
Foto: Produtora Musical Senhor F (acervo Senhor).






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