Lançado em 1978, Atomic Bomb talvez seja o ponto mais explosivo da trajetória singular de William Onyeabor; um disco que funde funk, música eletrônica, grooves africanos e sintetizadores com uma naturalidade surpreendente para a época.
Ao longo das cinco longas faixas do disco, diferente do usual, o baixo pulsa em ciclos hipnóticos, os sintetizadores parecem emitir sinais de uma estação espacial perdida e as músicas crescem por repetição, como se fossem mantras dançantes.
Faixas como “Beautiful Baby”, “Better Change Your Mind” e a monumental “Atomic Bomb” não têm pressa. Elas se expandem, giram sobre si mesmas, entram num transe contínuo que soa ao mesmo tempo primitivo e futurista.
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O som do nigeriano nascido em 1946, antecipava caminhos que décadas depois seriam familiares para a house, a eletrônica alternativa e até certos desdobramentos do indie dançante, em pistas europeias e norte-americanas.
Não por acaso, ao longo dos anos seu trabalho passou a atrair músicos ligados ao rock e à cena alternativa contemporânea, como Hot Chip, LCD Soundsystem, Damon Albarn, Blood Orange e o próprio David Byrne se tornaram admiradores de sua obra.
A redescoberta mundial veio graças ao selo Luaka Bop, fundado por David Byrne, que mergulhou na discografia do nigeriano e ajudou a transformar aquele artista misterioso num fenômeno cult internacional.
Foto: Produtora Senhor F Social Club (acervo Senhor F).





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