A dupla Campedrinos, formada por Sergio Prada e Agustín Fantili, é um dos nomes mais representativos da renovação do folclore argentino. Naturais de Campana, na província de Buenos Aires, os músicos surgiram fora dos circuitos tradicionais, ganhando visibilidade a partir de apresentações informais e vídeos caseiros publicados nas redes sociais, nos quais interpretavam zambas, chacareras e canções clássicas do cancioneiro popular.
A repercussão desses registros foi imediata, especialmente entre o público jovem, que passou a reconhecer na dupla uma forma direta e contemporânea de acesso ao folclore. Sem recorrer a grandes produções, a Campedrinos construiu sua identidade apostando na força das vozes, no respeito às melodias tradicionais e em uma postura próxima do público.
Com o crescimento da projeção nacional, a dupla passou a integrar a programação de festivais importantes e a colaborar com artistas consagrados do folclore argentino, participando de gravações, projetos especiais e shows coletivos, como FAlklore!, consolidando sua presença no cenário musical além do ambiente digital.
- O último disco Bipolar, lançado em 2025, reafirmou a trajetória da dupla como uma das principais referência para o movimento de resgate do folclore argentino. O disco é um dos destaques da lista de melhores do ano de Senhor F Social Club, ao lado de outros argentinos como Milo J e El Mató a un Policía Motorizado. A coletânea FAlklore! também integra a lista.
Dentro desse contexto de renovação, a Campedrinos se insere em um movimento mais amplo que dialoga, ainda que indiretamente, com artistas como Milo J. Enquanto Milo J revisita tradições argentinas a partir do rap e da música urbana, a Campedrinos faz o mesmo no campo do folclore.
Foto: Divulgação.






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