Considerado um dos maiores nomes da música marfinense, Ernesto Djédjé nasceu em 1947 na aldeia de Tahiraguhé, na região béte, próximo a Daloa, onde cresceu imerso em tradições locais que mais tarde moldariam sua identidade artística.
Ao lado do amigo Mamadou Kanté, fundou em 1963 sua primeira banda, The Antelopes, realizando shows por toda a região, até se tornar, um ano depois, guitarrista, arranjador e posteriormente maestro.
Início da carreira em Paris
Em 1968, mudou-se para Paris para estudar computação, tornando-se parte da pequena comunidade africana que vivia na França naquele período., que contava com nomes como Manu Dibango, Anouma Brou Félix e Francis Lougah.
Com eles, gravou seus primeiros singles — entre eles Anowa (1970) e Gniah-Pagnou (1971) — marcados por forte influência do soul e do rhythm & blues. Entre 1970 e 1973, lançou seis compactos pelas gravadoras Philips e Fiesta, antes de retornar à Costa do Marfim.
O rei do Ziglibithy
De volta ao país e influenciado pela rumba congolesa, pelo makossa, pelo funk e principalmente pelo afrobeat de Fela Kuti, desenvolveu uma fusão própria que incorporava ritmos béte e linhas melódicas tradicionais.
O sucesso continental chegou em 1977, quando ele gravou em Lagos o LP Ziboté, um fenômeno na África Ocidental. No ano seguinte, lançou Ziglibithiens, que lhe rendeu o título de “Gnoantré Nacional” — o homem que luta pela nação.
Entre 1979 e 1982, Ernesto Djédjé lançou outros álbuns importantes da carreira, como Golozo, Azonadéhin, Zouzoupalé e Tizéré, este último com homenagens a líderes políticos como Konan Bédié e Félix Houphouët-Boigny.
Djédjé tornou-se figura central da cultura marfinense, presença obrigatória em eventos oficiais e um dos artistas mais tocados na Rádio e Televisão da Costa do Marfim até sua morte.
Em 9 de junho de 1983, aos 35 anos, faleceu subitamente em Yamoussoukro em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas, oficialmente atribuídas a envenenamento.
Seu funeral mobilizou multidões e artistas como Alpha Blondy, consolidando-o como símbolo de uma geração e pioneiro que redefiniu o papel da música moderna na África Ocidental.
- Discografia selecionada (LPs gravados na Costa do Marfim entre 1973–1983)
- Aguisse (1973–1974)
- Ziboté (1977)
- Ziglibithiens (1978
- Golozo (1979)
- Azonadéhin (às vezes grafado “Azonad é in”) (1980)
- Zouzoupalé (1981)
- Tizéré / Tizeré (1982)

– Com informações da enciclopédia Wikipedia & Discogs.
– Foto: Senhor F Social Club (acervo),






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