O grupo Davila 666 definiu a estética do rock alternativo porto-riquenho neste início de século. Surgidos em San Juan em meados de 2005, o sexteto rapidamente se distanciou dos clichês tropicais para abraçar um som especial. O que eles mesmos definiram como uma mistura de “The Stooges com Menudo”.

O segredo do Davila 666 reside na habilidade de fundir melodias pop e harmonias vocais inspiradas no doo-wop dos anos 50 e 60 com a agressividade do punk e a distorção do garage rock. Cantando exclusivamente em espanhol, a banda quebrou barreiras linguísticas, conquistando selos influentes como o americano In the Red Records.

A discografia da banda é curta, porém impactante. O álbum homônimo de estreia (2008) apresentou ao mundo hinos de baixa fidelidade como Callejón, onde o caos sonoro encontra um refrão irresistível. No entanto, foi com “Tan Bajo” (2011) que a banda atingiu seu ápice criativo. Temas como “Obsesionao” e “De verdad” remetem ao punk-pop de Ramones.

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Após a breve e explosiva carreira, a banda ainda lançou um CD com o sugestivo nome de “Pocos años, muchos daños“, contendo 16 singles. A coletânea abre com a ótima “Primero muerta“, e traz outro tema presente nos shows – “Pingorocha y la diva roquera“, além do cover para “She’s a rainbow“, dos Stones. Apesar de colcha de retalhos, poderia ser o terceiro disco oficial.

Após um hiato que deixou órfãos milhares de fãs ao redor do mundo, a banda retornou aos palcos, gravando um potente disco ao vivo para a Third Man Recors (em 2011) e um single (em 2019). Em junho de 2024, participam do programa da KEXP, com uma apresentação ao vivo. Também retornaram aos palcos dos festivais independentes pelo mundo.

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