Lançado em 1976, En Eruption sintetiza esse momento de transição em que a tradição caribenha se encontrava com uma instrumentação cada vez mais moderna, marcada por guitarras elétricas, órgãos, metais e uma seção rítmica pulsante. O álbum reúne oito faixas em cerca de meia hora de música e permanece como o principal registro da carreira do grupo.
O disco equilibra o balanço da cadence com elementos de calipso, funk e soul, resultando em um repertório festivo, mas musicalmente sofisticado. Especialmente em seu disco de estraia, o Liquid Ice evitava excessos instrumentais e privilegia canções de construção direta, feitas para o baile, sem abrir mão de melodias memoráveis.
Entre os destaques estão “Ouvé Pou Moin” e “Coq et Perroquet“, ambas de D. Rivera, que atravessaram fronteiras e se tornaram clássicos da música antilhana. A faixa ganhou notoriedade décadas depois no Norte do Brasil ao integrar a coletânea Lambadas Internacionais (Volume 4), tornando-se conhecida por um público completamente novo.
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Embora não tenha alcançado a projeção internacional de Exile One ou Gramacks, o Liquid Ice ocupa um lugar importante na história da música da Dominica por registrar um momento em que a cadence-lypso se consolidava como a principal linguagem musical das Antilhas francófonas e crioulas.
A produção de Henri Debs confere ao álbum uma sonoridade limpa e vibrante, característica dos melhores lançamentos da gravadora na segunda metade dos anos 1970. Não por acaso, algumas de suas faixas permaneceram vivas tanto no circuito antilhano quanto na memória afetiva dos bailes populares da Amazônia brasileira.
Foto: Produtora Senhor F Social Club (acervo Senhor F).





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