No início dos anos 2000, Senhor F produziu um projeto de 4 CDs com a história do rock brasileiro para o selo Rhino Records, que acabou frustrado por dificuldades com a viabilização de direitos autorais.

O projeto ampliado e atualizado acabou gerando outro produto, o programa Senhor F – A História Secreta do Rock Brasileiro, veiculado na Usina do Som, da Editora Abril, por 75 semanas.

Passados cerca de 20 anos, trazemos o conteúdo da série original, com a curadoria e comentários do editor da então Revista Senhor F, Fernando Rosa.

  • Neste volume (2), destacamos a cena pré-Jovem Guarda e a garagem de meados dos anos sessenta, que emergia em diversas capitais do país.

O primeiro CD abrange os anos 50, o segundo abrange a pré-Jovem Guarda e a garagem, enquanto o terceiro traz a psicodelia mais radical e o quarto o hard rock e o progressivo dos anos setenta.

A arte dos CDs foi idealizada e produzida por Olímpio Cruz.

O’Seis/Suicida
(Rafael Vilardi)

Antológica primeira e única gravação do pré-Mutantes (incluindo “Apocalipse” no lado “b”), com levada de twist e letra irônica, antecipando a revolução que a futura melhor banda de rock do país faria na música jovem brasileira. Integravam o ex-Six Sided Rockers e participam da gravação os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, Rita Lee, Rafael Vilardi, Luiz Pastura e Mogly (em lugar de Suely, que saíra um pouco antes). “Suicida” ganhou espécie de citação/adaptação de Rita Lee (“Glória F” – “Rita e Roberto”, de 1985), e cover dos paulistanos The Krents, em 1997.

The Angels/Makaha Beach
(Carlos Roberto – Jonas Damasceno)

Um dos melhores originais da surf music brasileira, a música “Makaha Beach” integrou o Lp “Happy Week-End With The Angels”, lançado em 1964. Depois rebatizados The Youngsters, o grupo acompanhou Roberto Carlos na gravação de “É Proibido Fumar” e em outros trabalhos do Rei. Como The Youngsters, secundarizaram o grupo Renato e Seus Blue Caps na gravação de versões e covers das músicas dos Beatles. Integravam o grupo Carlos Becker (vocal e guitarra base), Carlos Roberto (guitarra solo), Sérgio Becker (sax tenor e barítono), Jonas (baixo) e Romir (bateria).

Luizinho e Seus Dinamites/Choque que Queima (Chopin’ n’ Changin’)
(Samwell – Euclides)

Música que dá nome ao único Lp gravado pelo grupo Luizinho e seus Dinamites, vanguarda do rock carioca já nos anos cinqüenta, como The Blue Jeans Rockers. Integravam o grupo, além do exímio fabricante de guitarras Luizinho, os músicos Jair, José Antônio, Carlinhos e o guitarrista Euclides, um dos mais importantes da história do rock nacional, que depois também tocou com o The Pop’s. Com excelente qualidade técnica, o Lp relançado em vinil pelo selo paulistano Bruno Discos é um marco da transição entre o rock instrumental e a Jovem Guarda.

The Jordans/Blue Star
(Victor Young – Edward Heymann)

Estreando no programa de Tony e Celly Campello na TV Record, em 1958, e conquistaram o sucesso em 1961 com “Blue Star”, que ficou oito meses nas paradas. Integraram o grupo, entre outros, Aladim (guitarra solo), Sinval (guitarra base), Tony (baixo), Foguinho (bateria) e Irupê (saxofone). Ao longo da carreira, ganharam o prêmio “Roquete Pinto” por “Tema de Lara”, que introduziu a utilização de variados instrumentos no rock nacional e participaram de programas de televisão em outros países. Um dos expoentes do rock instrumental brasileiro, lançaram vários Lps, compactos e eps, e acompanharam diversos intérpretes da Jovem Guarda. Em 1967, encontraram-se com os Beatles, em Londres.

Os Incríveis/Lucille
(Collins – Penniman)

Lado “b” de “Plus Je T’ Entends/Tua Voz”, o cover para o clássico de Little Richard é outro raro compacto da história do rock brasileiro dos anos sessenta. Iniciando como The Cleavers fizeram sucesso com “El Relicário” e, depois, já como Os Incríveis, conquistaram a juventude com “Era um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones”, (original italiano, de Gianni Morandi). Integravam Os Incríveis Waldemar “Risonho” Mozena (guitarra solo), Domingos “Mingo” Orlando (vocal e guitarra base), Antonio “Manito” Rozas Sánchez (teclados e saxofone), Luiz “Netinho” Franco Thomaz (bateria) e Demerval “Neno” Rodrigues (contra-baixo), depois Lívio “Nenê” Benvenutti Jr.

The Jet Blacks/Susie Q
(D. Hawkins – S.J. Lewis – E. Broadwater)

Excelente cover para o clássico de Dale Hawkins, lançado em 1966, foi um dos grandes sucessos do grupo, junto com “Theme For Young Lovers”. Inicialmente chamados The Vampires, trocou de nome e gravou excelentes discos no início da década, disputando com The Jordans o título de melhor grupo instrumental brasileiro. Em sua melhor formação, contou com Orestes (guitarra base), José Paulo (baixo), Jurandir (bateria), Ernestico (sax) e Gato, um dos melhores guitarristas dos anos sessenta, e depois membro do RC-7 (grupo de Roberto Carlos). Gato lançou um ótimo Lp solo, em 1967 – “O Pulo do Gato”.

Top Sounds/Tema da “Patrulha Fantasma”
(?)

Uma raridade do rock instrumental brasileiro, traz o paulistano Top Sounds, que deu origem ao grupo Loupha, primeiro colocado – com o cover para “I Can’t Let Go” (The Hollies) – no I Festival de Conjuntos da Jovem Guarda, em 1966, e não deixou nada gravado. Tinha entre seus membros o guitarrista Marcos Ficarelli (Vermelho), então com 16 anos, que depois fez parte dos grupos Código 90, Watt 69 e Kompha nos anos sessenta e setenta, e B12 na década de oitenta. Também integravam o Top Sounds, os músicos Pedro Paulo Ulhôa (guitarra e baixo), Silvio Camba (guitarra), Antônio Labate (bateria). Gravaram um único Lp – “Twist Hully Gully and Surf With Top Sounds”, lançado em 1964.

Os Brasas/Lutamos para Viver
(Anires Rodrigues – Eddy)

Primeiro compacto do grupo gaúcho Os Brasas, que começaram a carreira por volta de 1965, em Porto Alegre, com o nome de The Jetsons, fazendo sucesso no programa Juventude em Brasa, na TV Piratini. O grupo era formado por Luiz Vagner – que após o fim do grupo fez carreira solo, como cantor de reggae – Franco, Anyres Rodrigues e Eddy. Pioneiro do rock gaúcho ao lado dos grupos The Cleans e Liverpool, produziram uma rica discografia, que incluiu um Lp e vários compactos, destacando-se composições próprias. Também acompanharam diversos intérpretes da Jovem Guarda, especialmente Deny & Dino, em suas últimas gravações entre 1968 e 1971.

Os Minos/Febre de Minos
(Pepeu – Lico)

Lançada em 1967, com “Fingindo me Amar” (também deles) no lado “b”, “Febre de Minos” (Pepeu/Lico) marca a estréia de Pepeu Gomes em disco, pelo selo Copacabana. Ao lado de Raulzito e Os Panteras, Os Minos destacaram-se na cena roqueira de Salvador, com o futuro guitarrista dos Leif’s, A Cor do Som e Novos Baianos, então com 14 anos, ainda no baixo. Além desse, gravaram outro compacto pelo mesmo selo, com “Vem Meu Bem” e “Aprenda a Amar”, também originais O baterista e irmão de Pepeu, depois integrante d’A Cor do Som, Jorginho Gomes, também fazia parte do grupo.

The Bells/O Escândalo (Shame and Scandal in the Family)
(Huon Danaldson – Slim Henry Brown)

Um dos maiores hits dos anos sessenta, a música fez sucesso no Brasil na versão do grupo Renato e Seus Blues Caps e com o cover do grupo The Bells, lançado em 1965. A música integra o segundo compacto do grupo, que também lançou mais dois Lps, em 1965 e 1966. Seguidor dos grupos The Jet Black’s e The Jordans, e citado em “Festa de Arromba”, o grupo era formado por Carlos Alberto, Pique, Tergole, Nilo, Ary e Souza. Também gravaram “Don’t Bother Me” e “Girl” (Lennon & McCartney), resgatadas em cd na coletânea “Beatlemania em Brasa”, lançado pela RGE, em 1997.

The Rebbels/Rebel’s Surfin’
(Camargo)

Clássica gravação do grupo paulista formado em 1959 pelo cantor Zézinho (José Gigliardi Jr), mais tarde Gally Jr., depois Prini Lores ou ainda somente Prini, mais o baterista Nenê (Lídio Benvenutti Jr, depois Os Incríveis), o guitarrista Romeu Benvenutti e o baixista Zé Carlos. Em uma segunda fase, já durante a Jovem Guarda, o grupo passou a ser formado por Zé Carlos (guitarra solo), Rodolfo (guitarra base), Constantino (guitarra base), Nenê (baixo) e Nino (bateria). Gravaram inúmeros 78rpm, compactos e Lp’s destacando os álbuns “Twist, Hully Gully, Surfin’” (1965) e “The Rebels”, relançado em cd.

The Fevers/Wolly Bully
(D. Samudio)

Versão para o clássico dos americanos Sham The Sam and The Pharaohs, é um dos primeiros compactos do grupo, que agitava o subúrbio do Rio de Janeiro. Gravada em 1965, foi o primeiro sucesso da banda, abrindo as portas para o Lp de estréia – “A Juventude Manda”, lançado em 1966. Integravam o The Fevers, Décio Nascimento (bateria), Liébert (baixo), Almir Bezerra (guitarra e vocal), Pedrinho (guitarra e vocal), Cleudir Borges (piano) e Miguel Plopschi (sax e voz). Disputando popularidade com o grupo Renato e Seus Blue Caps, fizeram grande sucesso com o Lp “Os Reis do Baile”, lançado em 1969.

Os Primitivos/Peguei Um Ita No Norte
(Dorival Caymmi)

Versão para o clássico popular de Dorival Caymmi ao estilo do grupo americano The Byrds, presente no álbum “Os Primitivoso no Iê Iê Iê”, lançado em 1967, um raro mix de música regional e rock brasileiro que antecipou em alguns anos o rock rural da década de setenta. Primeiro grupo da Capital Federal a gravar, Os Primitivos eram Everardo na bateria, Carlos Alberto nos vocais, Edson na guitarra-base, Luizinho na guitarra base, Armandinho no contrabaixo e George na guitarra solo. Legítimos representantes dos grupos de garagem, depois de fazer grande sucesso em Brasília e de participar de diversos shows e programas de televisão no Rio de Janeiro, abandonaram a vida musical, dedicando-se a outras profissões.

Os Baobás/Down Down
(Ricardo Contins)

Segundo compacto do grupo Os Baobás, então formado por Ricardo Contins (guitarra e vocal), Jorge Pagura (bateria), Carlos (contra-baixo) e o ex-O’Seis (o pré-Mutantes) Rafael Vilardi (guitarra). Uma das melhores e mais comentadas bandas dos anos sessenta, que teve seis formações diferentes, incluindo a participação de Liminha (ex-Thunders, Lunáticos e Mutantes, e produtor nos anos 80 e 90). Originalmente chamados Rubber Souls, estrearam tocando Beatles no programa JR Juventude, no Canal 4, e gravaram seu primeiro compacto, com “Pintada De Preto”/”Painted Black”e Bye Bye My Darling”, editado já com o novo nome – Os Baobás. Gravaram cinco compactos e um LP ao longo de seus quatro anos de vida – de 65 a 68, incluindo o raro cover para “Light My Fire” (The Doors).

The Pops/Caravan
(Ellington – Mills – Tizol)

Clássica gravação dos cariocas The Pop’s, um dos mais importantes grupos de rock instrumental dos anos sessenta, ao lado de The Jordans, Os Carbonos, The Clevers e The Rebels, entre outros. Integravam o grupo o ex-Luizinho e Seus Dinamites, Euclides (guitarra solo), Pipo (guitarra-base), Silvio (baixo) e Parada (bateria). Gravaram dois Lps de grande sucesso, especialmente The Pop’s (conhecido como “capa azul”), que traz, além de “Caravan”, um excelente cover para a clássica “Mr. Moto”, versões para músicas clássicas e populares e covers para hits dos americanos The Ventures.

The Cords/Todo Meu Amor (All My Loving)
(Lennon & McCartney – Fred Jorge)

Essa excelente versão para um clássico dos Beatles traz o grande ídolo da primeira fase do rock nacional, intérprete de “Rua Augusta”, tentando, ao lado dos irmãos Norman e Júnior, durante a Jovem Guarda. Versão de Fred Jorge, a música integra raro compacto do grupo, com a também versão de “O Escândalo em Família” (com letra diferente, outra vez de Fred Jorge) no lado “b”. Com o fim do trio, Ronnie Cord continuou apostando na carreira solo, gravando alguns compactos de pouca expressão até o final da década.

Som Beat/My Generation
(Pete Townshend)

O brilhante cover para o clássico dos ingleses The Who resgata a banda considerada como os “Yardbirds” paulistanos (grupo de Eric Clapton, Jeff Beck e Jimi Page, nos anos sessenta). Em sua melhor formação, o Som Beat contou com Aroldo Santarosa (depois Os Incríveis, Casa das Máquinas e banda de Zé Geraldo) na guitarra, Fafá na guitarra base, Norival (depois Beatniks, Sunday e banda de Roberto Carlos) na bateria e Carlinhos no baixo. Iniciaram tocando nas docas de Santos (SP), passaram pelas boates da Augusta e, depois de animarem as domingueiras paulistanas, desapareceram, deixando a lenda, uma fita com ótimos covers para “Nobody But Me” e “Com’on Up” (produzida pelo radialista Carlos Alberto Sossêgo) e um misterioso e até hoje desconhecido Lp gravado “ao vivo” no estúdio Scattena, em São Paulo.

The Jungle Cats/Vai
(Carlos Grecco)

Original de Carlos Grecco, a música “Vai” traz o grupo mineiro The Jungle Cats, primeiro lugar na classificatória regional do I Festival de Conjuntos da Jovem Guarda. Um dos destaques da cena roqueira de Belo Horizonte, ao lado dos grupos The Wood Faces e Analfabitles, entre outros, deixou apenas esse compacto gravado. A música, com excelente levada de guitarra, e acompanhada de “Sapato Novo”/”It’s No Use (The Byrds) no lado “b”, foi lançada pelo lendário selo mineiro Paladium (antes BMG e Bemol) de Dirceu Cheib que, anos oitenta, gravou o grupo progressivo Sagrado Coração da Terra.

Renato e Seus Blue Caps/A Primeira Lágrima
(Renato Barros)

Composta pelo guitarrista e cantor Renato Barros, “A Primeira Lágrima” é o primeiro grande hit original da banda e integra o repertório do quinto Lp do grupo – “Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps”, de 1966. Maior versionista dos Beatles, o grupo estourou com a versão de “I Should Have Know Better”/”Menina Linda”, no terceiro Lp – “Viva a Juventude”, lançado em 1965. Originalmente criado pelos irmãos Renato, Paulo César e Edson (depois Ed Wilson) Barros, no final dos anos cinqüenta, o grupo contou com Erasmo Carlos em sua segunda formação. Também integraram o grupo, Euclides, Gélson, Roberto Simonal, Cláudio, Ivan Boticelli, Carlinhos, Tony e Cid.

Raulzito e Os Panteras/Me Deixa em Paz
(Mariano – Raulzito – Carleba)

Um clássico do famoso primeiro Lp de Raul Seixas, quando ainda atendia pelo nome de Raulzito e Os Panteras (The Panthers, no início da década). Música composta em 1960, traz a marca do rock and roll clássico que acompanhou Raul por toda sua carreira. Gravado em 1967, o Lp contém a versão de “Lucy in the Sky with Diamonds”/”Você Ainda Pode Sonhar” (ou, extra-oficialmente, “Lindos Sonhos Dourados”), regravada pelo grupo paulistano Ira!. Os Panteras eram Eládio (guitarra/voz), Mariano (baixo) e Carleba (bateria).

Analfabitles/Sunnyside Up
(Dewait – Corelle)

Música que integra um dos dois únicos compactos gravados por uma das legendas do rock carioca e brasileiro, e também das bandas mais veneradas e misteriosas em matéria de informação. Tinha um som tipo Beatles, como sugere o nome, mas com vocais mais orientados para o rhythm’n’blues ao estilo dos Rolling Stones e Them. Foi o mais famoso dentre os diversos grupos denominados Analfabitles que se espalharam pelo país, a maioria sem deixar nenhum registro, com excessão dos homônimos mineiros, que gravaram pelo selo Paladium.

The Beatniks/Era Um Rapaz (Que Como Eu Amava Beatles e Rolling Stones)
(Migliacci & Lusini – Carlos Alberto Gouvêa & Romeu Nardini)

Versão alternativa ao cover feito pelos Incríveis para o clássico italiano, com o grupo que acompanhava Roberto Carlos no programa Jovem Guarda (TV Record), e que gravou excelentes e raríssimos compactos, pelo selo Mocambo/Rozenblit. Estreando o nome no programa de RC, o grupo The Beatniks teve nas suas diversas formações, entre 1965 e 1968, Bogô (guitarra), Mário (baixo), Márcio (guitarra e vocal), Claúdio (baixo), Tuca (guitarra), Régis (teclados), e os bateristas Norival, Nino, Eduardo Bastos Lemos e Pandinha. Também gravaram covers para “Gloria” (Van Morrison/Them), “Fire” (Jimi Hendrix) e “Outside Chance” (Turtles).

The Brazilian Bitles/Gata (Wild Thing)
(Chip Taylor – Luiz Toth)

Versão para o clássico dos ingleses The Troggs, imortalizado por Jimi Hendrix no Festival de Monterey Pop, em 1967. Integrando o álbum “The Brazilian Bitles, Vol. 2”, lançado em 1967, a música alcançou as paradas de sucesso, somando-se a outros hits do grupo, como a também versão “Cabelos Longos, Idéias Curtas (do francês Johnny Hallyday). Integravam os Brazilian Bitles, que deixaram três ótimos Lps e vários compactos, Luiz Toth (bateria), Fábio (baixo), Vitor (guitarra), Jorge Eduardo (guitarra) e Eli Barra (piano).

Mutantes/Lady Madona
(Lennon & McCartney)

Uma das mais raras gravações do rock brasileiro, traz os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista e Rita Lee pagando tributo aos Beatles. Gravada em 1968, integra o Lp “A Banda Tropicalista do Duprat”, espécie de disco solo – para orquestra e grupo de rock – do maestro Rogério Duprat, arranjador oficial do movimento Tropicália. Além de “Lady Madona”, os Mutantes participam do disco com “The Rain, The Park and Other Things” (original dos americanos The Cowsills), o meddley “Canção para Inglês Ver”/”Chiquita Bacana” (de Lamartine Babo e João de Barro & Alberto Ribeiro, respectivamente) e “Cinderella Rockfella”.

Beat Boys/Abre, Sou Eu (Abre, Soy Yo)
(Billy Bond)

Original do argentino, depois naturalizado brasileiros, Billy Bond, em versão do grupo que acompanhou Caetano Veloso em “Alegria, Alegria”, no Festival da Record, em 1967. Integrado por paulistanos e argentinos, tinha entre os seus membros Cacho Valdez (guitarra), Willy Werdaguer (baixo), Tony Osanah (vocal e pandeiro), Marcelo (bateria), Toyo (também baixo e teclados) e Daniel (outra guitarra). Deixaram um ótimo Lp, lançado em 1968, contendo, além de “Abre, Sou Eu”, outras excelentes canções, como as originais “Abrigo de Palavras em Caixas do Céu” e “Torta de Morangos” e um cover para “Wake Me, Shake Me” (The Blues Project). Willy Werdaguer, depois, participou do grupo de apoio dos Secos & Molhados e integrou os grupos Humauaca e Raíces de América.

Foto: Arte da capa do CD por Olimpio Cruz.

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