O disco “Guitarreiros do Amazonas” foi lançado pelo virtuoso violonista, guitarrista e produtor Rosivaldo Cordeiro, na véspera da pandemia que obscureceu importantes obras. Neste caso, trata-se de um documento histórico, cultural e afetivo que reverencia a lambada-guitarrada amazonense e presta um tributo definitivo a três de seus maiores arquitetos.
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Embora a guitarrada seja frequentemente (e com justiça) associada ao estado vizinho do Pará através da figura de Mestre Vieira, Rosivaldo faz questão de iluminar a identidade singular e o “sotaque” próprio do Amazonas. O disco, composto por 18 faixas, revisita a obra de três lendas que incendiaram os bailes ribeirinhos nas décadas de 1980 e 1990 – André Amazonas, Magalhães da Guitarra e Oséas e sua Guitarra Maravilhosa.
Em vez de pasteurizar as músicas com produções supermodernas que descaracterizariam o gênero, Rosivaldo Cordeiro buscou uma sonoridade quente e de timbres orgânicos, aproximando-se ao máximo da era analógica das gravações originais. Participam do disco Rosivaldo Cordeiro; guitarras, violões e cavaquinho; Renato Lima, bateria; Domi Paulo, baixo elétrico; Mário Guimarães, percussão geral e Julien Clarac, teclados.
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Além da banda principal, o álbum conta com participações que celebram a irmandade musical da região Norte, trazendo os vocais da icônica banda paraense Warilou (Joba, Suelene, Nicinha) e a presença de mestres da guitarra do Pará, como Ximbinha, e de Bruno Rabelo, da Cais Virado. Isso evidencia que, embora haja distinções de “sotaque” e groove entre Amazonas e Pará, a reverência pelo estilo é unânime.
Fotos: Divulgação.






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