Atualmente cultuado por colecionadores e pesquisadores, o álbum “Chico Cajú e Seu Super Sax”, lançado em 1986 pelo histórico selo Gravasom, captura um instante decisivo dos primeiros movimentos do beiradão amazônico (veja link abaixo).

Prensado em Belém, o disco ganha dimensão ainda maior ao reunir Chico Cajú com a poderosa banda de apoio de Pinduca, espécie de máquina rítmica responsável por moldar boa parte da identidade sonora popular da região Norte nos anos oitenta.

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Naquele período, a música instrumental amazônica vivia intensa ebulição criativa. Se Teixeira de Manaus aproximava o gênero das sonoridades caribenhas e Chiquinho David eletrificava suas estruturas, Chico Cajú seguiu outra trilha.

Seu sax desenha uma combinação fluida entre choro, levadas nordestinas e sotaques paraenses, criando uma sonoridade de balanço imediato e personalidade própria.

Nascido Francisco Ferreira do Nascimento, em Manaquiri, interior amazonense, Cajú carregava em sua formação a poeira dos salões populares e das festas de beira de rio.

Descoberto pelo radialista e produtor Zé Milton, atravessou o caminho até Belém, então principal eixo fonográfico do Norte para deixar uma obra e, especialmente, um disco que não apenas fez dançar a Amazônia profunda, mas que hoje ajuda a contar sua história.

Foto: Produtora Senhor F Social Club (acervo Produtora Senhor F Social Club).

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