Em tempos onde o streaming padroniza os sotaques musicais, deparar-se com a inventividade crua e irresistível de Admilton do Sax é um lembrete do poder da nossa antropologia sonora periférica.
O disco “Sax Beradão” (grafado sem o “i”) representa uma peça preciosa de arqueologia musical, um raro representante dessa era de ouro da música amazônica.
Sem ano de lançamento estampado na capa, ele flutua no tempo como um retrato perfeitamente preservado da efervescência oitentista nas margens dos rios Solimões e Amazonas.
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O disco alinha onze temas, todos de autoria do próprio Admilton, onde brilha o saxofone veloz, percussivo e malicioso, deslizando sobre uma cozinha rítmica empolgante que bebe direto do merengue caribenho e do forró do Nordeste.
Gravado no estúdio na Transa Som, o disco tem produção de Magalhães e Rui, arranjos e teclados de Cláudio, guitarras de Júnior, baixo de Tó, percussão de Carlinho e coros de Cleide, Selma e Magalhães.
Foto: Produtora Senhor F Social Club (acervo Senhor F).





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